Tecnologias da Apollo aplicadas ao cotidiano

June 18th, 2010 cabral No comments

Conheça alguns dos principais avanços científicos do projeto Apollo que foram reaproveitados no cotidiano e na indústria.
Fonte: Estadão

Apollo 11

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O índice verde (The greendex)

June 7th, 2010 cabral No comments
Brasil é segundo país com consumo mais ecológico do mundo, diz pesquisa
Por: Evelin Ribeiro
04/06/10 – 10h45
InfoMoney

SÃO PAULO – O Brasil é o segundo país com consumo mais sustentável do ranking realizado anualmente pela National Geographic, ficando atrás apenas da líder Índia. A pesquisa feita com 17 mil pessoas em 17 diferentes países mostra que as economias emergentes são as mais ecológicas.

Os norte-americanos são os consumidores com menos hábitos sustentáveis. Também obtiveram as piores notas os canadenses, franceses e britânicos.

Considerando o impacto que os hábitos de consumo têm no meio ambiente, o ranking analisa transporte, energia doméstica, uso dos recursos, consumo de comida e bens de consumo diários e o que os consumidores fazem para eliminar tais impactos.

No caso do Brasil, a maior pontuação está no quesito moradia, por conta da baixa utilização de aparelhos de ar-condicionado ou aquecimento. O alto consumo de biocombustíveis também é destaque no País.

Melhorias
De forma geral, as notas dos países melhoraram desde a primeira edição da pesquisa, em 2008. Porém, segundo o “Greendex”, as empresas que fazem falsas declarações sobre o impacto ambiental de seus produtos são a principal barreira para melhor ainda mais os níveis. Depois do Brasil, o país com consumo mais sustentável é a China, seguida pelo México, Argentina e Rússia.

“Estilos de vida sustentáveis estão claramente começando a se tornar tendência, apesar dos recentes desafios econômicos”, declarou o presidente da GlobeScan, responsável pela pesquisa, Lloyd Hetherington. “As melhorias anuais que temos visto em muitos países sugerem que os consumidores cada vez mais estão abertos ao engajamento com as questões ambientais”, finalizou o executivo.

Veja aqui o site em inglês sobre o tema

Download dos resultados da pesquisa – curto

Download dos resultados da pesquisa – completo

Qual o seu índice verde ? faça uma pesquisa aqui  (em inglês)

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Software Livre

May 12th, 2010 cabral 7 comments

Procure responder esta questão: de que maneira o software livre pode ajudar as empresas na criação de valor?  Cite casos, exemplos e reportagens que leve a um esclarecimento deste tema para nós administradores.

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O que esperar da China…no futuro!

May 7th, 2010 cabral No comments


Eu não gosto de comprar produtos chineses. Porque? Pois eu tenho consciência de que se assim fizesse, estaria entregando dinheiro para um país que tem a maior infantaria do planeta e que não é uma democracia. Evito quando posso.
Este post me foi enviado pelo Tutor Celso Maciel do pólo da Unopar de Vitória da Conquista na Bahia e relata um pouco o que tenho discutido em sala de aula.
Quem tiver ouvidos, que ouça.
Prof. Cabral
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A CHINA DO FUTURO

* Luciano Pires
Alguns conhecidos voltaram da China impressionados.
Um determinado produto que o Brasil fabrica um milhão de unidades, uma só
fábrica chinesa produz quarenta milhões… A qualidade já é equivalente. E a
velocidade de reação é impressionante. Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas… Com preços que são uma fração dos praticados aqui. Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares. Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo. Que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares. Comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios…
Hora extra? Na China? Esqueça. O pessoal por lá é tão agradecido por ter um
emprego, que trabalha horas extras sabendo que nada vai receber…
Essa é a armadilha chinesa. Que não é uma estratégia comercial, mas de
poder. Os chineses estão tirando proveito da atitude dos marqueteiros ocidentais, que preferem terceirizar a produção e ficar com o que “agrega valor”: A marca. Dificilmente você adquire nas grandes redes dos Estados Unidos um produto feito nos Estados Unidos. É tudo “made in China”, com rótulo estadunidense. Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares… Mesmo ao custo do fechamento de suas fábricas. É o que chamo de “estratégia preçonhenta”.
Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a
China assimila as táticas para dominar no longo prazo. As grandes potências mercadológicas que fiquem com as marcas, o design… Os chineses ficarão com a produção, desmantelando aos poucos os parques industriais ocidentais. Em breve, por exemplo, não haverá mais fábricas de tênis pelo mundo… Só na China. Que então aumentará seus preços, produzindo um “choque da manufatura”, como foi o do petróleo. E o mundo perceberá que reerguer suas fábricas terá custo proibitivo. Perceberá que se tornou refém do dragão que ele mesmo alimentou (vale salientar que o mundo Árabe, é como é, graças aos petrodólares). Dragão que aumentará ainda mais os preços, pois quem manda é ele, que tem fábricas,inventários e empregos… Uma inversão de jogo que terá o Impacto de uma bomba atômica… Chinesa.

Nesse dia, os executivos “preçonhentos”, tristemente, olharão para os
esqueletos de suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando
bocha na esquina, para as sucatas de seus parques fabris desmontados. E
lembrarão com saudades do tempo em que ganharam dinheiro comprando baratinho dos chineses e vendendo caro a seus conterrâneos…
E então, entristecidos, abrirão suas marmitas e almoçarão suas marcas.

* Luciano Pires é diretor de marketing da Dana e profissional de comunicação

Uma Nação que confia em seus Direitos, em vez de confiar em seus Soldados, engana-se a si mesma e prepara a sua própria queda.”
(Rui Barbosa)

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Troller – Missão impossível II

April 10th, 2010 cabral No comments

..e a propaganda inteligente da Troller!

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Troller – Missão Impossível I

April 10th, 2010 cabral No comments

Este é o video que pescaram numa das mil enchentes de SP…

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Exemplos de Customização em Massa

April 6th, 2010 cabral No comments

A expressão “customização em Massa” foi popularizada por um indivíduo chamado Joseph Pine que a definiu como “desenvolver, produzir, comercializar e entregar produtos e serviços a preços razoáveis com suficiente variedade e personalização para que quase todos encontrem exatamente o que querem”!
A customização em massa está na moda porque as pessoas não querem produtos que sejam iguais aos outros. É uma rejeição a produção em massa padronizada. É a volta ao alfaiate, ao artesão, aos serviços e produtos personalizados.

A novidade é que esses produtos hoje são possíveis graças a tecnologia da informação. Alguns sites que achei na Internet e na literatura nos dão exemplos de produtos que podem ser customizados a partir das escolhas dos produtos dos clientes

My virtual Model

http://www.mvm.com/cs/looksGallery/quick3D.aspx

neste site uma modelo experimenta literalmente de tudo para saber qual o melhor look da moda. As peças podem ser comercializadas. Muito interessante!

Pandora

http://www.pandora.com

Neste site, voce pode envgiar um lista de músicas preferidas. Com essas informações a o site identifica um conjunto mais ampla de músicas que se encaizam em seu perfil de preferência e então as transmite como um canal de rádio personalizado.

Simulador de cores da Suvinil

http://www.suvinil.com.br/Simuladorv2/

Neste site a suvinil lhe apresenta cenários onde você pode simular várias cores no ambiente, além de adicionar objetos e pintá-los. Você pode, posteriormente, encomendar a tinta que lhe agradou .

Automóveis

http://www.studioacessorioschevrolet.com.br/estudio/index.html?product=2

Foi com o Celta que a Chevrolet deu início a sua personalização em massa. Hoje copiado por (quase) todas as empresas do ramo B2C customizar um carro pela Internet e depois apanhá-lo na concessionária não é mais segredo. Também bom exemplo de customização em massa. Dê uma olhada.

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Marina Silva e a música pop brasileira

March 29th, 2010 cabral No comments

Achei interessante este e. mail e resolvi postar. Eu não gosto de Rita Lee mesmo…pra mim não passa de uma debochada que vive do sucesso do passado! La vai..

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“Ai, meu Deus! / O que foi que aconteceu / Com a música popular brasileira”?

(Professor José Ribamar Bessa Freire)

Há pouco, Caetano Veloso descartou do seu horizonte eleitoral o presidente Lula da Silva, justificando: “Lula é analfabeto”. Por isso, o cantor baiano aderiu à candidatura da senadora Marina da Silva, que tem diploma universitário. Agora, vem a roqueira Rita Lee dizendo que nem assim vota em Marina para presidente, “porque ela tem cara de quem está com fome”.

Os Silva não têm saída: se correr o Caetano pega, se ficar a Rita come.

Tais declarações são espantosas, porque foram feitas não por pistoleiros truculentos, mas por dois artistas refinados, sensíveis e contestadores, cujas músicas nos embalam e nos ajudam a compreender a aventura da existência humana. Num país dominado durante cinco séculos por bacharéis cevados, roliços e enxudiosos, eles naturalizaram o canudo de papel e a banha como requisitos indispensáveis ao exercício de governar, para o qual os Silva, por serem iletrados e subnutridos, estariam despreparados.

Caetano Veloso e Rita Lee foram levianos, deselegantes e preconceituosos. Ofenderam o povo brasileiro, que abriga, afinal, uma multidão de silvas famélicos e desescolarizados. De um lado, reforçam a idéia burra e cartorial de que o saber só existe se for sacramentado pela escola e que tal saber é condição “sine qua non” para o exercício do poder. De outro, pecam querendo nos fazer acreditar que quem está com fome carece de qualidades para o exercício da representação política. A rainha do rock, debochada, irreverente e crítica, a quem todos admiramos, dessa vez pisou na bola. Feio.

“Venenosa! Êh êh êh êh êh!/ Erva venenosa, êh êh êh êh êh!/ É pior do que cobra cascavel/ O seu veneno é cruel…/ Deus do céu!/ Como ela é maldosa!”.

Nenhum dos dois – nem Caetano, nem Rita – têm tutano para entender esse Brasil profundo que os silvas representam.

A senadora Marina da Silva tem mesmo cara de quem está com fome? Ou se trata de um preconceito de roqueira, que só vê desnutrição ali onde nós vemos uma beleza frágil e sofrida de Frida Kahlo, com seu cabelo amarrado em um coque, seus vestidos longos e seu inevitável xale? Talvez Rita Lee tenha razão em ver fome na cara de Marina, mas se trata de uma fome plural, cuja geografia precisa ser delineada. Se for fome, é fome de quê?

O mapa da fome

A primeira fome de Marina é, efetivamente, fome de comida, fome que roeu sua infância de menina seringueira, quando comeu a macaxeira que o capiroto ralou. Traz em seu rosto as marcas da pobreza, de uma fome crônica que nasceu com ela na colocação de Breu Velho, dentro do Seringal Bagaço, no Acre.

Órfã da mãe ainda menina, acordava de madrugada, andava quilômetros para cortar seringa, fazia roça, remava, carregava água, pescava e até caçava. Três de seus irmãos não agüentaram e acabaram aumentando o alto índice de mortalidade infantil.

Com seus 53 quilos atuais, a segunda fome de Marina é dos alimentos que, mesmo agora, com salário de senadora, não pode usufruir: carne vermelha, frutos do mar, lactose, condimentos e uma longa lista de uma rigorosa dieta prescrita pelos médicos, em razão de doenças contraídas quando cortava seringa no meio da floresta. Aos seis anos, ela teve o sangue contaminado por mercúrio. Contraiu cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose.

A fome de conhecimentos é a terceira fome de Marina. Não havia escolas no seringal. Ela adquiriu os saberes da floresta através da experiência e do mundo mágico da oralidade. Quando contraiu hepatite, aos 16 anos, foi para a cidade em busca de tratamento médico e aí mitigou o apetite por novos saberes nas aulas do Mobral e no curso de Educação Integrada, onde aprendeu a ler e escrever. Fez os supletivos de 1º e 2º graus e depois o vestibular para o Curso de História da Universidade Federal do Acre, trabalhando como empregada doméstica, lavando roupa, cozinhando, faxinando.

Fome e sede de justiça: essa é sua quarta fome. Para saciá-la, militou nas Comunidades Eclesiais de Base, na associação de moradores de seu bairro, no movimento estudantil e sindical. Junto com Chico Mendes, fundou a CUT no Acre e depois ajudou a construir o PT. Exerceu dois mandatos de vereadora em Rio Branco, quando devolveu o dinheiro das mordomias legais, mas escandalosas, forçando os demais vereadores a fazerem o mesmo. Elegeu-se deputada estadual e depois senadora, também por dois mandatos, defendendo os índios, os trabalhadores rurais e os povos da floresta.

Quem viveu da floresta, não quer que a floresta morra. A cidadania ambiental faz parte da sua quinta fome. Ministra do Meio Ambiente, ela criou o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo de Desenvolvimento para gerir as florestas e estimular o manejo florestal. Combateu, através do Ibama, as atividades predatórias. Reduziu, em três anos, o desmatamento da Amazônia de 57%, com a apreensão de um milhão de metros cúbicos de madeira, prisão de mais 700 criminosos ambientais, desmonte de mais de 1,5 mil empresas ilegais e inibição de 37 mil propriedades de grilagem.

Tudo vira bosta

Esse é o retrato das fomes de Marina da Silva que – na voz de Rita Lee – a descredencia para o exercício da presidência da República porque, no frigir dos ovos, “o ovo frito, o caviar e o cozido/ a buchada e o cabrito/ o cinzento e o colorido/ a ditadura e o oprimido/ o prometido e não cumprido/ e o programa do partido: tudo vira bosta”.

Lendo a declaração da roqueira, é o caso de devolver-lhe a letra de outra música – ‘Se Manca’ – dizendo a ela: “Nem sou Lacan/ pra te botar no divã/ e ouvir sua merda/ Se manca, neném!/ Gente mala a gente trata com desdém/ Se manca, neném/ Não vem se achando bacana/ você é babaca”.

Rita Lee é babaca? Claro que não, mas certamente cometeu uma babaquice. Numa de suas músicas – ‘Você vem’ – ela faz autocrítica antecipada, confessando: “Não entendo de política/ Juro que o Brasil não é mais chanchada/ Você vem….e faz piada”. Como ela é mutante, esperamos que faça um gesto grandioso, um pedido de desculpas dirigido ao povo brasileiro, cantando: “Desculpe o auê/ Eu não queria magoar você”.

A mesma bala do preconceito disparada contra Marina atingiu também a ministra Dilma Rousseff, em quem Rita Lee também não vota porque, “ela tem cara de professora de matemática e mete medo”. Ah, Rita Lee conseguiu o milagre de tornar a ministra Dilma menos antipática! Não usaria essa imagem, se tivesse aprendido elevar uma fração a uma potência, em Manaus, com a professora Mercedes Ponce de Leão, tão fofinha, ou com a nega Nathércia Menezes, tão altaneira.

Deixa ver se eu entendi direito: Marina não serve porque tem cara de fome. Dilma, porque mete mais medo que um exército de logaritmos, catetos, hipotenusas, senos e co-senos. Serra, todos nós sabemos, tem cara de vampiro. Sobra quem?

Se for para votar em quem tem cara de quem comeu (e gostou), vamos ressuscitar, então, Paulo Salim Maluf ou Collor de Mello, que exalam saúde por todos os dentes. Ou o Sarney, untuoso, com sua cara de ratazana bigoduda. Por que não chamar o José Roberto Arruda, dono de um apetite voraz e de cuecões multi-bolsos? Como diriam os franceses, “il péte de santé”. O banqueiro Daniel Dantas, bem escanhoado e já desalgemado, tem cara de quem se alimenta bem. Essa é a elite bem nutrida do Brasil.

Rita Lee não se enganou: Marina tem a cara de fome do Brasil, mas isso não é motivo para deixar de votar nela, porque essa é também a cara da resistência, da luta da inteligência contra a brutalidade, do milagre da sobrevivência, o que lhe dá autoridade e a credencia para o exercício de liderança em nosso país.

Marina Silva, a cara da fome? Esse é um argumento convincente para votar nela. Se eu tinha alguma dúvida, Rita Lee me convenceu definitivamente.

? O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós- Graduação em Memória Social (UNIRIO).

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O que as faculdades não ensinam…ou deviam ensinar…

March 23rd, 2010 cabral No comments

Enquanto isso, deixei para ler um e-mail do Ricardo Jordão, dono da
BIZREVOLUTION, que fala sobre o que as faculdades deveriam ensinar aos seus
alunos. Achei que cabia muito bem para esses futuros empresários e
empreendedores.

Então aqui vai mais uma pérola do Ricardo Jordão…
———————————————————————
Eu estudei na escola de propaganda e marketing mais desejada do Brasil: a
ESPM. Nos meus quatro anos de ESPM eu nunca fui apresentado a uma matéria
chamada EMPREENDEDORISMO. Eu nunca fui apresentado a nenhum tipo de aula
sobre como abrir uma agência de propaganda, uma consultoria de marketing ou
qualquer coisa do tipo.

Além das aulas, a ESPM oferecia algumas palestras esporádicas que reuniam
frequentemente algumas das figuras mais famosas da propaganda brasileira
mostrando os seus rolos de comerciais premiados em Cannes. A impressão que
você tinha era de que sucesso significava ser premiado em Cannes, ou ter uma
grande agência publicidade cheia de contas de cigarros, cervejas e carros.

9,5 em cada 10 amigos que estudaram comigo queriam trabalhar em grandes
empresas e grandes agências. O sonho do ESPMer nos anos 90 era virar
estagiário do Julio Ribeiro da Talent, mesmo que fosse para trabalhar de
graça.

Eu estudei na ESPM no início dos anos noventa, e posso garantir a vocês que
nada mudou em 15 anos. Tudo continua igual. A única diferença é que a
molecada hoje quer trabalhar na África ou Agência Click ao invés de
trabalhar para o Washington Olivetto ou Almap.

Eu acredito que as escolas de negócios deveriam ensinar, incentivar,
promover e evangelizar o EMPREENDEDORISMO como caminho para os seus alunos
serem bem sucedidos na vida.

Mesmo porque a Agência Click tem meia dúzia de vagas de estágio, e a
faculdade tem 600 alunos.

Mas o quê exatamente as escolas de negócios deveriam ensinar sobre
empreendedorismo?

1. Lidar com as pessoas. No final de uma faculdade de administração de
quatro anos, os jovens passam seis meses fazendo um trabalho de conclusão de
curso pasteurizado prá daná. A molecada segue o template que o professor
recomenda: “fazer um documento completo com visão, missão valores, metas,
números, swot, balanced scorecard, análise competitiva, tecnologia,
estratégia, balancete etc”.

A faculdade ensina que o jovem tem que ter um plano bem feito e bem
estruturado para a empresa acontecer, e depois, basta implementá-lo para a
coisa toda acontecer. Ledo engano. A escola esquece de ensinar que existe o
componente pessoas nas empresas, e que esse recurso pode acabar com o super
bem estruturado plano de papel.

SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar a matéria “Aprender a lidar
com seres humanos”, onde a molecada será submetida a exercícios de campo
onde terão que aprender a influenciar e engajar pessoas de diferentes
formações e posições.

2. Ética. A molecada sai da escola sabendo o que são os 4Ps do marketing,
mas em nenhum momento são forçadas a refletir sobre as premissas que devem
levar em conta ao escolher fornecedores para um determinado produto,
formatar políticas de preços para diferentes tipos de clientes, e tratar as
pessoas.

A faculdade “ensina” o jovem a desejar crescer na vida, mas não fala nada
sobre como crescer fazendo o bem para os outros e para si mesmo. Crescer por
crescer é a filosofia da célula do câncer!

SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar a matéria “Ganha Ganha
Ganha”, onde a molecada é obrigada a participar de jogos, simulações e
interações sobre a aplicação de diferentes éticas no mundo dos negócios.

3. Ter uma Vida. A grande maioria das pessoas que resolvem se tornar
empreendedoras o fazem pensando que poderão levar a vida como bem entender.
Entretanto, 99% das pessoas vão perceber logo no início que o negócio nunca
fecha, e que o empreendedor nunca pode realmente abandonar a empresa na mão
dos funcionários.

É incrivelmente difícil você levar uma vida balanceada quando você é dono do
seu próprio negócio. Realmente difícil. Mas é possível. Eu conheço gente que
consegue, e por isso acredito que é possível.

Família, filhos, estudos, viagens, saúde, exercício para o corpo, exercício
para o o espírito são visões da vida que de alguma maneira precisam andar em
conjunto com a empresa. É difícil, mas é possível.

SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar a matéria “Vida
Empreendedora” para ensinar os jovens a lidar com as diferentes cobranças
que a vida terá sobre quem é empreendedor.

4. Risco. A verdade é que a grande maioria das pessoas entra em uma
faculdade na esperança de sair de lá com seguro de vida que lhe garanta
emprego, bons salários, mulheres bonitas e status. A grande realidade é que
nada é certo, principalmente quando o assunto é empreender.

SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS: Criar uma matéria chamada “Tudo ou
nada” onde a molecada é levada por exercícios que as expõe ao risco de ter
tudo ou nada, falar em público, fazer besteira, resiliência e muito mais.

5. Quando investir, e quando não investir. Empreendedor é tudo maluco.
Sempre movido pela paixão, o cara visualiza uma idéia e sai fazendo as
coisas sem qualquer estudo ou preparo, com isso se estrepa como ninguém.

Nem tudo é convergente, nem tudo é compatível, nem tudo é necessário. Não é
porque você vende cartuchos de impressão que você deve vender impressoras.

Como saber se estamos focados demais (e deixando passar oportunidades) ou desfocados
demais (e deixando escapar nossa especialização)?

Difícil saber, mas não impossível.

SUGESTÃO PARA AS ESCOLINHAS DE BUSINESS. Criar uma matéria chamada
“Conquistar 50 territórios ou 3 continentes a sua escolha” onde o jovem será
levado a aprender a como manter territórios enquanto avança mundo afora.

Escola nenhuma te ensina a ser empreendedor, as escolas te ensinam a ser
funcionário.

Vamos mudar isso?

Tô saindo com uma tocha na mão para incendiar as escolas de negócios, quem
quer ir comigo?

EMPREENDEDORISMO OU NADA!

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

fonte:

http://portalexame.abril.com.br/rede-de-blogs/empreendedor/2010/01/20/217074/comment-page-1/#comment-994

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