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Ferramentas para coleta de dados 2 - A Observação

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Contribuição:
DÉBORA MARIA MELENDES E
GLEICE RAFAELA FERREIRA ALVES

A OBSERVAÇÃO


A observação é uma técnica de coleta de dados para conseguir informações e além disso, utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. Essa técnica além de ver e ouvir, consiste em examinar fatos ou fenômenos que se deseja estudar.

Tipos/ variações:

Observação assitemática: é também denominada espontânea, informal, ordinária, simples, livre, ocasional e acidental. Consiste em recolher e registrar os fatos da realidade sem que o pesquisador utilize meios técnicos especiais ou precise fazer perguntas diretas.

Observação sistemática: pode ser conhecida também por estruturada, planejada, controlada. Utiliza instrumento para a coleta dos dados ou fenômenos observados. Nessa observação, o observador sabe o que procura e o que é importante em determinada situação, além disso, deve ser objetivo, reconhecer possíveis erros e eliminar sua influência sobre o que vê ou recolhe.

Observação não participante: o pesquisador toma contato com a comunidade, grupo ou realidade estudada, mas sem integrar-se a ela, ou seja, permanece fora dela. Presencia o fato, mas não participa dele, não se deixa envolver pelas situações, faz mais o papel de espectador.

Observação participante: nessa observação o pesquisador participa ativamente com a comunidade ou grupo. Ele se incorpora ao grupo, confunde-se com ele. O objetivo inicial seria ganhar a confiança do grupo, fazer os indivíduos compreender a importância da investigação, sem ocultar o seu objetivo ou sua missão, mas, em certas circunstâncias, há mais vantagem no anonimato.

Observação individual: é a técnica realizada por um pesquisador. Nesse caso, a personalidade dele se projeta sobre o observado, fazendo algumas deduções ou distorções, pela limitada possibilidade de controles. Mas, também pode intensificar a objetividade de suas informações, indicando, ao anotar os dados, quais são os eventos reais e quais são as interpretações.

Observação em equipe: é mais aconselhável do que a individual, pois o grupo pode observar a ocorrência por vários ângulos. Quando uma equipe está vigilante, registrando o problema na mesma área, surge a oportunidade de confrontar seus dados posteriormente, para verificar as predisposições.

Observação na vida real: são feitas no ambiente real, registrando-se os dados à medida que forem ocorrendo, espontaneamente, sem a devida preparação.

Observação em laboratório: é aquela que tenta descobrir a ação e a conduta que tiveram lugar em condições cuidadosamente dispostas e controladas. Essa observação, tem em certo ponto caráter artificial, mas é importante estabelecer condições o mais próximo do natural, que não sofram influências indevidas pela presença do observador ou por seus aparelhos de medição e registro.

Vantagens da utilização da observação:

-Possibilita meios diretos e satisfatórios para estudar uma ampla variedade de fenômenos.
-Exige menos do observador do que as outras técnicas.
-Permite a coleta de dados sobre um conjunto de atitudes comportamentais típicas.
-Depende menos da introspecção ou da reflexão.
-Permite a evidência de dados não constantes do roteiro de entrevistas ou de questionários.

Desvantagens da utilização da observação:

-O observado tende a criar impressões favoráveis ou desfavoráveis no observador.
-A ocorrência espontânea não pode ser prevista, o que impede, muitas vezes, o observador de presenciar o fato.
-Fatores imprevistos podem interferir na tarefa do pesquisador.
-A duração dos acontecimentos é variável pode ser rápida ou demorada e os fatos podem ocorrer simultaneamente, nos dois casos, torna-se difícil a coleta de dados.
-Vários aspectos da vida cotidiana, particular, podem não ser acessíveis ao pesquisador.



REFERÊNCIAS

CHURCHIIL, Gilbert A; PETER, J. Paul. Marketing: criando valor para o cliente. São Paulo: Saraiva, 2000.
GIL, Antonio C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. Ed. São Paulo: Atlas, 2006.
GONDIM, Sônia M G. Grupos focais como técnica de investigação qualitativa: desafios metodológicos. Disponível em: . Acesso em: 14 abril. 2009.
LAUDISIO, Maria C. Pesquisa em comunicação. Disponível em: . Acesso em: 12 abril. 2009.
MARCONI, Marina de A; LAKATOS, Eva M.Técnicas de pesquisa. 4. Ed. São Paulo: Atlas, 1999.
MATTAR, Fauze N. Pesquisa de marketing: edição compacta. 3. Ed. São Paulo: Atlas, 2001.
VIEIRA, Valter A; TIBOLA, Fernando. Pesquisa qualitativa em marketing e suas variações: trilhas para pesquisas futuras. Disponível em: <http://scholar.google.com.br/scholar?q=grupo+de+foco&hl=pt-BR&lr=&lr=>. Acesso em: 13 abril. 2009.